Competição na Era de Produtos Inteligentes Conectados

Os produtos inteligentes conectados oferecem exponencialmente oportunidades de expansão para novas funcionalidades, confiabilidade muito maior, utilização de produto muito maior, e capacidades que atravessam e transcendem as fronteiras tradicionais do produto. A natureza mutante dos produtos está também rompendo cadeias de valor, forçando empresas a repensarem e a reinstrumentalizarem quase que tudo que elas fazem internamente.

Esses novos tipos de produtos alteram a estrutura da indústria e a natureza da competição, expondo as companhias a novas formas de competição e ameaças. Eles estão reconformando as fronteiras da indústria e criando novas indústrias inteiramente. Em muitas companhias, produtos inteligentes conectados estão forçando a questão fundamental: “Em que negócio eu estou?”. 

Produtos inteligentes conectados levantam um novo conjunto de escolhas estratégicas relacionadas a como o valor é criado e capturado, como a prodigiosa quantidade (e sensibilidade) de dados que eles geram é utilizada, como relacionamentos com parceiros de negócio tradicionais tais como canais são redefinidos, e que papel as companhias desempenham à medida que as fronteiras estão expandido.

A Transformação

E em falando sobre companhias, os autores (Prof. Michael Porter e James E. Heppelmanm do artigo “How Smart, Connected Products Are Transforming Competition”)  retomam este enfoque num artigo de 2015, intitulado “How Smart, Connected Products Are Transforming Companies” (Como os Produtos Inteligentes e Conectados Estão Transformando Companhias). Neste artigo os autores exploram as implicações internas às companhias dos produtos inteligentes conectados: como a natureza dos produtos inteligentes conectados muda substancialmente o trabalho de virtualmente cada função no interior da empresa.

Para eles as funções centrais – desenvolvimento de produto, TI, manufatura, logística, marketing, vendas, serviços pós-vendas – estão sendo redefinidas, e a intensidade da coordenação entre elas está aumentando. Funções inteiramente novas estão emergindo, incluindo aquelas para gerenciar desconcertantes quantidades de dados agora disponíveis. Tudo isso tem grandes implicações para a estrutura organizacional clássica marcadamente das manufaturas. O que está acontecendo é, talvez, na opinião dos autores, a mais substantiva mudança na empresa fabril desde a Segunda Revolução Industrial, mais de um século atrás.

Veja o artigo completo aqui.

Por José Carlos Cavalcanti, consultor, sócio da Creativante Consultoria em Inovação, Professor da UFPe e parceiro da Business Mindset Consulting.

 

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