MPE’s no Comércio Exterior: relevante participação

Composição das Exportações em 2017

Categoria

Número Valor US$ milhões

Micro

3.856 410
Pequena 5.007

756

Média

6.565

6.186

Grande

5.251

197.370

Especiais

397

8.929

Não classificadas

646

3.878

Total 21.722

217.528

Fonte: RFB, Secex/MDIC, Rais/MTE e IBGE

Os números significativos de micros, pequenas e médias empresas que participam ativamente do movimento demonstram que elas estão olhando o mercado externo de maneira estratégica e atesta a confiança internacional no empresário brasileiro.

Uma forma de conviver com instabilidade da economia interna e a baixa renda da população ociosa é vender em mercados internacionais, como também uma maneira de diminuir a ociosidade produtiva. Porém, exportação não pode ser vista pelo empreendedor como uma atividade pontual para enfrentar as adversidades.

“A tendência é que este número continue crescendo, pois hoje as MPE têm maior facilidade para acessar compradores internacionais, até por meio da internet e das mídias sociais. Sem falar nos avanços obtidos com o Simples Internacional, como o Operador Logístico Internacional – figura que cuida de toda a tramitação burocrática para o comércio exterior do pequeno exportador” – Guilherme Afif Domingos.

Os desafios

O processo de comércio exterior apresenta desafios para empresas de qualquer porte. Entretanto, para as micro e pequenas empresas os obstáculos parecem maiores, principalmente devido a características típicas desses empreendimentos.

Capacidade de Gestão – A decisão de atuar em mercados externos é uma escolha estratégica que absorve a atenção do seu proprietário e exige que todas as áreas funcionais da empresa estejam trabalhando dentro do seu melhor potencial, para que a empresa seja competitiva, tanto no mercado doméstico como nos mercados externos.

Necessidade de Atualização tecnológica – Tanto para competir no mercado externo com produtos atualizados tecnologicamente, como para modernizar seus processos de produção visando aumentar a produtividade e competitividade.

Adequação do Produto – O empreendedor deve estar preparado para possíveis alterações necessárias em design, no tipo de matéria-prima e acabamento utilizados, composição, dimensões dos produtos, cores, quantidade de produto por embalagem, e tantas outras possíveis solicitações.

Adequações a Normas e Certificações – Conhecer as normas técnicas dos países de interesse, realizar as modificações e obter as certificações de adequação dos produtos.

Financiamento da Venda e Produção – No comércio internacional, as modalidades de pagamento e a logística são mais complexas, aumentando o prazo do ciclo de produção, venda e recebimento do pagamento. Isso demanda maior capital de giro da empresa exportadora para manter esse ciclo.

Controle de Qualidade – Mais desafiador do que conseguir fabricar um produto de qualidade é manter o mesmo padrão de qualidade em todos os produtos no decorrer do tempo. As empresas precisam implantar programas de qualidade, usar tecnologia adequada e ter processos devidamente normatizados.

Embalagem e Transporte – A logística geralmente é mais complexa e o tempo de viagem mais longo no comércio internacional do que no mercado doméstico. Em muitos casos, é necessário usar embalagens de transporte mais reforçadas, marcadas de acordo com as necessidades dos clientes e normas do país de destino da mercadoria.

Burocracia e Legislação – Conhecer a legislação e a burocracia do mercado-alvo é algo inerente às operações de comércio internacional. A empresa interessada em acessar a mercados externos deve ter pessoal próprio capacitado ou contratar assessoria para lhe auxiliar na elaboração e na execução de seu projeto de comércio exterior.

Assim, podemos afirmar que para atuar no mercado internacional a pequena empresa encontra novos e diferentes obstáculos e depende de fôlego e organização para entendê-los e superá-los.

 

Converse com um Especialista. Agende uma visita.

Deixe uma resposta