O Negócio dos Modelos de Negócios

O termo “Modelo de Negócio” tem sido historicamente entendido de diversas formas. Peter Drucker definiu como sendo “hipóteses sobre o que uma companhia é paga para fazer”. Joan Magretta (Professora da Harvard Business School) afirma que modelos de negócios são “histórias que explicam como empresas funcionam”.

Segundo Magretta, o conceito de modelo de negócio passou a ter amplo uso com o advento do computador pessoal e do spreadsheet (planilha), que permitiram que vários componentes do negócio fossem testados, e, modelados. Antes disso, modelos de negócios de sucesso eram criados mais por acidente do que por projeto ou previsão, e se tornou claro depois daquele fato.

Mas quem consagrou internacionalmente o termo modelo de negócio foi Alex Osterwalder (um suíço teórico dos negócios), que desenvolveu o que é de fato o mais compreensivo template (molde) no qual se constroem aquelas hipóteses. Em seu consagrado livro intitulado “Business Model Generation: A Handbook for Visionaries, Game Changers, and Challengers”, de 2010, ele apresenta as nove partes do seu “business model canvas”, que são essencialmente um modo organizado para apresentar as suposições de um negócio, não somente sobre os recursos chave e atividades chave, mas também a proposição de valor, os relacionamentos dos consumidores, canais, segmentos de consumidores, estruturas de custo, fluxos de receitas, e para comparar um modelo com outros.

Nova Era para a Técnica de Modelo de Negócios

Em 2012, Ash Maurya publicou, o seu livro intitulado “Running Lean: Iterate From Plan A to a Plan That Works”. Nele Maurya faz uma sutil, mas importante, alteração no canvas de Osterwalder, nominando-o por “lean canvas”, evidenciando quatro conceitos relevantes, principalmente para startups: o problema, a solução, a proposição única de valor, e a “vantagem injusta”. Em 2013, Steve Blank, outro impulsionador do movimento “lean startup”, publicou o seu livro intitulado “The Four Steps to The Epiphany: Successful Strategies for Products that Win”, apresentando sua proposição de “customer development”.

A partir daí, com o sucesso do movimento “lean startup”, uma série de livros e artigos emergiu tentando dar conta da importância da geração, ou da reinvenção, de modelos de negócios, e do impacto desses modelos no sucesso dos negócios.

Ainda é muito cedo para se afirmar, de forma substantiva, se essa forma mais estruturada de design/projetar negócios é a determinante chave no sucesso dos negócios modelados. Afinal, a interseção do conceito de modelo de negócio com os conceitos de estratégia de negócio, de estrutura do negócio, de estratégia de inovação, e de ambiente de negócio, embaçam uma leitura mais definitiva sobre quem determina o quê. O que não resta mais dúvida, é que a modelagem dos negócios nesta nova era digital veio para ficar, e quem não dominar essa nova ferramenta terá muita dificuldade para obter sucesso!

Veja o artigo completo aqui.

Por José Carlos Cavalcanti, consultor, sócio da Creativante Consultoria em Inovação, Professor da UFPe e parceiro da Business Mindset Consulting.

 

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