Planejar, Fazer, Verificar e Agir (PDCA)

Você decide executar um pequeno projeto piloto por um mês, usando um novo fornecedor para entregar seus produtos a uma pequena amostra de seus clientes, e fica satisfeito ao ver que o feedback desses clientes é positivo. Como resultado, você decide usar esse novo fornecedor para todos os seus pedidos.

O que você acabou de fazer é dar uma volta em um ciclo chamado Ciclo PDCA, que ajuda você a buscar melhorias contínuas em seus negócios.

O ciclo PDCA é um ciclo contínuo de planejamento, execução, verificação (ou estudo) e ação. Ele fornece uma abordagem simples e eficaz para resolver problemas e gerenciar mudanças. Como também é útil para testar medidas de melhoria em pequena escala antes de atualizar procedimentos e métodos de trabalho.

Você pode usá-lo em todos os tipos de processos de negócios, desde o desenvolvimento de novos produtos até o gerenciamento da cadeia de suprimentos.

A abordagem começa com uma fase de planejamento, na qual os problemas são claramente identificados e compreendidos, onde uma hipótese quantificada é desenvolvida. As soluções potenciais são testadas em pequena escala na fase Do (Fazer), e o resultado é então avaliado e verificado.

Você pode passar pelos estágios Fazer e Verificar quantas vezes forem necessárias antes que a solução completa e polida seja implementada, na fase Ação (Atuar).

Quando Usar o PDCA

A estrutura PDCA pode melhorar qualquer processo ou produto dividindo-o em etapas menores. É particularmente eficaz para:

  • Ajudar a implementar a Gestão da Qualidade Total ou iniciativas Six Sigma e, geralmente, ajudar a melhoria dos processos.
  • Explorar uma variedade de soluções para problemas e testando-as de maneira controlada antes de selecionar uma para implementação.
  • Evitar desperdícios de recursos retirando soluções ineficazes, em larga escala.

Você pode usar o modelo em todos os tipos de ambientes de negócios, desde o desenvolvimento de novos produtos, na gestão de projetos e mudanças, no ciclo de vida do produto e no gerenciamento da cadeia de suprimentos, entre outros processos.

Apontamentos

Não dá para usar bem o PDCA (melhoria da operação) sem o SDCA (boa operação). É difícil melhorar o que é aleatório. Precisamos de consistência para melhorar. Outro ponto importante é que atingir metas é um processo de aprendizado e crescimento humano, muito motivador desde que as pessoas estejam envolvidas com seus corações e suas mentes. O time tem que estar unido em torno deste jogo de conseguir resultados cada vez melhores.

O primeiro passo é garantir disciplina operacional ou boa execução do trabalho padronizado. Esta garantia somente é conseguida pela boa padronização de processos e tarefas, além de um treinamento exaustivo e uma participação voluntária e alegre do operador.

Lembra do processo de reabastecimento de um carro da Fórmula 1? É disto que estamos falando. É também necessário monitorar os resultados para verificar a estabilidade dos resultados dos processos. A própria equipe tem que corrigir seus desvios. Conseguir isto é o auge de um bom SDCA. Quando se tem um bom SDCA, pode-se copiar mais facilmente as melhores práticas, pois as pessoas já estão acostumadas com a execução disciplinada de padrões. Troca-se o padrão por um melhor, treina-se e a disciplina é conseguida rapidamente. Uma empresa assim aprende rápido.

O ciclo PDCA, quando utilizado sobre um bom SDCA, tem a função de alterar a maneira de trabalhar (padrões) para conseguir melhores resultados. Abastecer e trocar os pneus de um carro de Fórmula 1 consistentemente em 6 segundos deve ter sido conseguido pela utilização simultânea do SDCA e PDCA ao longo dos anos.

 

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