Quarta Revolução Industrial e sua Carreira

A chamada Quarta Revolução Industrial aglutina elementos como Inteligência Artificial, robôs e automação em estruturas fabris, tornando a presença humana ‘quase’ dispensável. Denis Balaguer, diretor do Centro de Inovação da Ernest Young disse: “esse é o tipo de mudança que ocorre a cada 150 anos. Sua consequência é a formação de ondas longas de transformação”.

O exercício de traçar cenários é imprescindível atualmente. Isso porque, argumentam os especialistas, as mudanças que estão ocorrendo tendem a ter um impacto brutal, talvez único, na espécie humana. Tentar identifica-las é um pré-requisito para sobrevivência de sua carreira ou seu empreendimento.

Na Quarta Revolução, promover ganhos de eficiência e produtividade é sua força motriz. Por outro lado, cria seus impasses sociais. Uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial informa que esse processo poderá eliminar 7,1 milhões de empregos nas 15 maiores economias globais, até 2020. Nesse contexto, os economistas de Osford, Carl Benedikt Frey e Michael Osborne, escreveram “The Future of Employment” e analisaram as perspectivas de 702 profissões diante desse futuro. A conclusão: 47% delas evaporarão em 10 anos.

“The Lights in the Tunnel” e “Rise of the Robots” o escritor Martin Ford vai mais longe. Para ele, até empregos qualificados, como os de médicos e advogados, vão evaporar com a robotização. A McKinsey, em uma análise publicada em 2017, constatou que a tecnologia disponível hoje é possível substituir metade das atividades que as pessoas hoje são pagas para executar. Se isso ocorresse, seriam afetados 1,2 bilhão de trabalhadores. No Brasil, as máquinas poderiam ocupar desde já 50% dos postos de trabalho.

Novas Carreiras, Novos Processos

É fato que essas tendências alteram os requisitos para a educação e a formação de novos profissionais, segundo Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV-RJ. “As pessoas terão de desenvolver as competências que as distinguem das máquinas como a empatia, resiliência e o autocontrole”.

Sendo assim, o profissional do futuro terá de contar com uma elasticidade mental para resolver problemas que jamais viu antes, e que podem se tornar ainda mais complexos. Em muito breve, os “solucionadores de problemas difíceis” serão os profissionais mais requisitados pelas empresas.

Essas transformações não implicam necessariamente a redução de pessoal, mas sim uma profunda reorganização. No estudo da McKinsey, 77% dos entrevistados da Europa e Estados Unidos não esperam mudar o tamanho do seu quadro de funcionários. Isso considerando a adoção de inteligência artificial e outras tecnologias disruptivas. Essas mudanças demandam um redesenho dos processos e foco nos talentos que a empresa possui – e os talentos que ela precisa.

Fonte: reportagem O Mundo que nos Aguarda, Jornal Valor Econômico, 03.05.2019.

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