Revisão da Estratégia do Oceano Azul

Com a alta competitividade do mercado, a maioria das empresas enfrenta intensa concorrência e tenta fazer de tudo para ganhar participação de mercado. Porém, quando o produto está sob pressão de preços, garantir essa participação pode ser um grande desafio.

Esse cenário é o que chamamos de Oceano Vermelho; isto é, o negócio está operando em um mercado totalmente saturado. Como não há espaço para crescer, as empresas tentam procurar novos negócios com os quais possam desfrutar de uma participação de mercado incontestada.

Assim, elas partem em busca de um Oceano Azul, com águas mais claras e onde há potencial para maiores lucros, já que a competição é nula. Na metáfora marítima, o oceano azul é um local em que se pode nadar livremente enquanto os mercados já saturados são o “oceano vermelho” em decorrência do sangue derramado nas batalhas entre os concorrentes.

Nesse contexto, W. Chan Kim e Renée Mauborgne escreveram no ano de 2005 o famoso livro “A Estratégia do Oceano Azul” apresentando um conceito em que foca na inovação do modelo de negócio onde sua principal ferramenta é a curva de valor.

O que poderia ser resumido como “detectar e explorar novos mercados, livres de concorrentes”, a metodologia apregoada pelos autores apresenta 8 pontos fundamentais que devem ser seguidos por aqueles que desejam fugir do sangrento e competitivo oceano vermelho para navegar com muito mais sucesso pelas calmas águas de um oceano azul e próspero.

Os Fundamentos

1. A estratégia do oceano azul foi baseada em décadas de estudos e centenas de movimentos estratégicos que abordaram mais de 30 ramos industrias ao longo de mais de 100 anos.

2. Os mestres e gurus da administração sempre disseram: você produz com qualidade diferenciada ou produz com baixo custo. Contrariando essa máxima, as estratégias de oceano azul buscam simultaneamente explorar os benefícios do baixo custo e da diferenciação. É um raciocínio de somar vantagens e não ter de optar por uma delas em detrimento da outra.

3. O objetivo dessa estratégia de oceano azul não é acirrar a competição e derrotar seus adversários. A questão é tornar seus competidores irrelevantes ao se criar um novo limiar para o seguimento que se quer explorar, uma perspectiva totalmente nova.

4. Para fugir da competição e se desenvolver em um oceano azul ainda inexplorado é preciso saber enxergar as oportunidades e como criar e desenvolver tudo isso. Para tal, existem diversas ferramentas que você pode consultar neste site: Blue Ocean Strategy.

5. A estratégia deve ser baseada em 6 fronteiras a serem superadas e implementada por meio de 4 passos bem definidos e amplamente testados para se entender como transformar não-clientes em clientes.

As 6 fronteiras da estratégia do oceano azul deve ser examinando:

  • Os setores alternativos;
  • Os grupos estratégicos dentro dos setores;
  • A cadeia de compradores;
  • As ofertas de produtos e serviços complementares;
  • Os apelos funcionais e emocionais dos compradores;
  • O transcurso do tempo.

Os 4 passos da estratégia do oceano azul:

Despertar visual: Comparar sua empresa com os concorrentes e verificar o que deve ser alterado.

Exploração visual: Sair a campo para explorar as seis fronteiras, observar vantagens e que fatores se devem eliminar, criar ou mudar.

Feira de estratégia visual: Construir uma matriz de avaliação de valor com base no que viu e pedir feedback de clientes, clientes de concorrentes e não-clientes.

Comunicação visual: Criar e distribuir perfis estratégicos em uma única página e apoiar apenas aqueles que permitem implementar a estratégia.

6. É possível testar a viabilidade comercial de suas ideias e depois refiná-las para fugir dos riscos e aumentar as possibilidades de sucesso por meio do chamado Teste de Ideias do Oceano Azul (TOA).

7. O processo bem definido e as ferramentas apresentadas estão disponíveis, são fáceis e intuitivas de entender, permitindo uma implementação efetiva e apoiada no conhecimento coletivo da companhia.

8. Por ter uma visão integrada, a estratégia mostra como alinhar valor, lucro e pessoas para assegurar que sua empresa está convencida da efetividade da aplicação das novas diretrizes estratégicas.

 

A estratégia do Oceano Azul é uma faca de dois gumes: pode ser extremamente gratificante, mas também gerar resultados abaixo do esforço exigido. Ela envolve a criação de um mercado inexplorado, fora dos limites tradicionais com os quais estamos acostumados.

Seguir à risca pode ser frustrante, porque a maioria das empresas não consegue encontrar um oceano azul – isso é uma exceção –, mas a essência do conceito ajuda as empresas a se repensarem, a tentarem inovar na sua curva de valor e você nunca mais vai ver seus competidores com os mesmos olhos.

 

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